Muito antes do nascimento dos nossos filhos ja falávamos em nos mudar do Brasil. Esse era um desejo de ambos, antes mesmo de nos conhecermos.
As conversas giravam no plano das ideias, porem, em 2013 os planos começaram a ficar mais sérios.
Os dois principais motivos para deixarmos o pais eram a insegurança e a postura do brasileiro frente a corrupção, de forma geral.
Avaliar a sensação de segurança que se tem ao viver num determinado lugar e uma tarefa dificil, ja que tudo vai bem ate o momento em que ocorre algo, e voce vira vitima da violência. Quando isso acontece já pode ser tarde demais. No entanto, mesmo antes de ser vitima da violência, a vida que se leva, como refém do crime, pode ser incomoda demais. A falta de liberdade, a constante preocupação quanto a segurança, os gastos com segurança privada, tudo isso deve pesar na escolha de continuar vivendo no Brasil ou decidir emigrar.
A questão da corrupção, tao presente no dia-a-dia do brasileiro, nas pequenas coisas, no vizinho que quer levar vantagem em tudo, a lei de Gerson, tudo isso esta muito presente nos valores do brasileiro, e alem de incomodar muito quem não compartilha desses valores, incomoda ainda mais quando se tenta criar dois filhos num ambiente marcado por ensinar uma coisa, depois ter de explicar as exceções.
A decisão de emigrar nunca e fácil, o receio de se frustrar, de perder o que foi tao duro de conquistar, o medo de se arrepender, quando for tarde demais, tudo isso pode gerar muita ansiedade, e conosco não foi diferente.
A medida que as crianças cresciam, pensamos em inúmeras formas de emigrar, inclusive consideramos levar uma vida de viajantes perpétuos, passando cerca de 3 meses em cada pais, de forma que não seria necessário obter visto de residência em lugar algum. A dificuldade de educação das crianças seria superada através de homeschooling, e essa vida nômade nos daria liberdade e traria muitos ensinamentos as crianças.
Viajantes perpetuos
Chegamos a escolher o ano de 2015 para sair do pais, no entanto, por inúmeros motivos resolvemos adiar um ano. No ano de 2016 sairíamos. Ao final de 2015 tomamos algumas medidas que nos forcariam a realmente sair do pais, nada muito irreversível, mas cada passo na direção da emigração nos faz pensar mais antes de desistir.
Em dezembro de 2015 sairíamos, e entao passaríamos o verão do hemisfério sul em alguma localidade agradável e com relativo baixo custo. Escolhemos as Ilhas Canário, na costa de Marrocos, porem, pertencentes a Espanha. Mudamos de ideia. Resolvemos ir ao Uruguay. Punta del Este e Montevideo seriam o destino escolhido.
Quando faltavam alguns poucos meses para a nossa saída, reconsideramos a possibilidade de viajar de forma perpetua e achamos mais prudente nos fixarmos em um destino único. Entre as possibilidades estavam Portugal, Canada e Australia. Como ja havíamos planejado o desligamento das atividades profissionais, o cancelamento da matricula das crianças na escola, decidimos tirar o ano de 2016 para viajar e conhecer muitos países, inclusive os destinos para nos fixarmos, e entao decidir. Seria como um ano sabático, e entao, no fim de 2016 iríamos definitivamente para o destino escolhido.
Emigração convencional
Em 11 de Setembro de 2016 saímos do Brasil com destino a Melbourne, na Australia, para tentar nos fixar definitivamente por la, no entanto, reconsiderando as opções de visto, optamos de ultima hora por mudar o destino para Auckland, na Nova Zelândia.





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